Comparabilidade da mensuração das propriedades para investimento das companhias abertas listadas na BM&FBOVESPA: uma análise sob a ótica dos índices T e H

Emanuelle Frasson Guimarães, Suliani Rover

Resumo


As normas internacionais simbolizaram o início da harmonização dos padrões contábeis, que inclui, entre outras características qualitativas, a comparabilidade das informações contábeis. O CPC 28 (2009) permite escolhas contábeis entre o método de custo e o de valor justo na mensuração das propriedades para investimento (PPI). O objetivo geral deste artigo é verificar o nível de comparabilidade da mensuração após o reconhecimento inicial das PPI das companhias abertas listadas na B3. A amostra é composta pelas 91 empresas que apresentaram saldo de PPI em 2015. Os dados foram coletados nas demonstrações financeiras padronizadas e nas notas explicativas. Para verificar o nível de comparabilidade, foram utilizados o índice H introduzido por Van der Tas (1988) e o índice T proposto por Taplin (2004). Os resultados mostraram que 40% das empresas optaram pelo método de custo, 36% pelo método de valor justo, e 24% não divulgaram o método utilizado. Adicionalmente, observou-se que 58% das empresas optantes pelo método de custo divulgaram o valor justo. Quanto à análise de comparabilidade verificou-se um nível médio para a amostra, de acordo com a primeira abordagem dos índices T e H, porém com valores bem próximos a um nível baixo.

Palavras-chave


Comparabilidade; Escolhas Contábeis; Propriedades para Investimento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.16930/2237-7662/rccc.v17n52.2555

Revista Catarinense da Ciência Contábil – CRCSC, Florianópolis, SC, Brasil. eISSN: 2237-7662, ISSN: 1808-3781


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