Nível de Governança Corporativa prediz o desempenho financeiro da empresa? Evidências do mercado brasileiro por meio de redes neurais artificiais

Cláudia Olímpia Neves Mamede Maestri, Vitor Borges Tavares, Antônio Sérgio Torres Penedo, Vinícius Silva Pereira, Rooney Ribeiro Albuquerque Coelho

Resumo


Este estudo teve como objetivo desenvolver modelos de redes neurais artificiais para prever o desempenho financeiro das empresas pertencentes e não pertencentes aos níveis de governança da B3 (antiga BM&FBovespa). Os modelos foram desenvolvidos utilizando dados das empresas do mercado de ações brasileiro no período de 2005 a 2017. Estipulou-se como hipótese que os modelos que corresponderiam às empresas pertencentes aos segmentos de governança obteriam maior sucesso na previsão do desempenho financeiro das empresas em comparação aos que representariam as que não estavam nos níveis de governança. Os resultados confirmaram a hipótese. Além disso, eles indicaram que o desempenho financeiro das empresas não pertencentes aos níveis de governança corporativa é mais sensível a oscilações ocorridas no ambiente externo, o que dificulta a previsão desse indicador. Este trabalho foi o primeiro no Brasil a construir modelos por meio de técnicas de inteligência artificial – mais especificamente a rede neural backpropagation – para prever o desempenho financeiro da empresa relacionando-o a aspectos da governança corporativa.

Palavras-chave


Desempenho Financeiro; Governança Corporativa; Redes Neurais Artificiais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.16930/2237-766220192796

Revista Catarinense da Ciência Contábil, Florianópolis, SC, Brasil. ISSN: 2237-7662


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