Efeitos da Aplicação de Valor Justo no Ativo Biológico de uma Empresa do Ramo de Celulose e Papel - DOI: http://dx.doi.org/10.16930/2237-7662/rccc.v12n37p24-34

André Carlos Einsweiller, Augusto Fischer

Resumo


Este trabalho tem por objetivo apurar os efeitos sofridos por uma empresa do ramo de celulose e papel com a aplicação ou mensuração do valor justo sobre o seu ativo biológico, mais exatamente sobre suas florestas de pinus e eucalipto. Está fundamentado nos preceitos e normas estabelecidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis, por meio do CPC 29, para contabilização dos ativos biológicos. O trabalho utiliza a abordagem quantitativa e qualitativa da pesquisa exploratória e descritiva, e os procedimentos do estudo de caso incorporado e da pesquisa documental. Foram considerados neste estudo os exercícios de 2009, 2010 e 2011. Para assegurar a confiabilidade das avaliações do ativo biológico, a empresa estabeleceu premissas de avaliação que atendam a padrões consistentes e isentos. Do montante do ativo biológico no final do exercício de 2011, 28,39% representam custos de formação e 71,61% representam o valor justo apurado. As florestas de pinus próximas à fábrica de papel e celulose têm a maior participação no ativo biológico da empresa. Como efeitos da aplicação do valor justo, os resultados da empresa foram adicionados em R$ 31,7 milhões nos três anos avaliados. O Patrimônio Líquido, o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre os Lucros também foram consideravelmente influenciados pela adoção do valor justo. O efeito do valor justo sobre o ativo biológico da empresa nos três exercícios proporcionou ganhos de 20,1% ao ativo biológico da empresa.


Palavras-chave


Valor justo; ativo biológico; avaliação de ativos; agronegócio.

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Revista Catarinense da Ciência Contábil, Florianópolis, SC, Brasil. ISSN: 2237-7662


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