A Relação entre o Ingresso ou Saída de Empresas do Índice de Carbono Eficiente (ICO2) e sua Rentabilidade - DOI: http://dx.doi.org/10.16930/2237-7662/rccc.v14n43p9-20

Vinicius Mothé Maia, Filipe Pollis de Carvalho, Liege Moraes do Carmo

Resumo


A preocupação ambiental e social nas ações humanas não é fato exclusivo do século XXI. A política pública ambiental brasileira, por exemplo, iniciou-se na década de 1930 e se consolida desde então. Este artigo tem o objetivo de estudar os possíveis impactos na rentabilidade de empresas que ingressaram ou saíram do Índice de Carbono Eficiente (ICO2). Em virtude da escassez de estudos acerca desse índice de responsabilidade social, a presente pesquisa se mostra relevante no avanço do entendimento das vantagens obtidas pelas empresas que adotam medidas carbono eficientes. A fim de analisar tal efeito, foi adotado um modelo adaptado do Capital Asset Pricing Model (CAPM). A amostra da pesquisa compreendeu 12 empresas que entraram ou saíram do índice ao longo do período de 2012 a 2015. Os resultados obtidos não permitiram associar movimentos no ICO2 com aumentos ou quedas nos índices de rentabilidade, à exceção de duas empresas. Sendo assim, não foram verificadas evidências estatísticas de que o ICO2 é um fator relevante para a elevação da rentabilidade empresarial. Esse fato aponta para uma não valorização, por parte do investidor, das empresas apenas por comporem o índice.

Palavras-chave


Sustentabilidade; Rentabilidade; ICO2

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Revista Catarinense da Ciência Contábil, Florianópolis, SC, Brasil. ISSN: 2237-7662


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