Antecipação de recebíveis nos bancos vrs factorings: uma análise das diferenças entre as taxas cobradas e suas possíveis causas

Tatieli Borges Machado, Alex Mussoi Ribeiro

Resumo


Este artigo tem como objetivo analisar a diferença entre as taxas médias utilizadas por bancos comerciais e empresas de fomento (factoring) na negociação de recebíveis das empresas no cenário brasileiro. As variáveis analisadas foram as taxas efetivas médias aplicadas pelas instituições financeiras e pelas companhias de fomento na compra de duplicatas e cheques, entre os anos de 2012 e 2016. Os testes estatísticos utilizados foram o de médias paramétrico para amostras independentes, a estatística D-Cohen e a análise de correlação. Os dados utilizados da pesquisa foram obtidos no site do Banco Central do Brasil (BACEN) e da Associação Nacional de Fomento Comercial (ANFAC). Os resultados evidenciam uma diferença de 1,35% a maior no fator ANFAC em relação às taxas médias cobradas pelos bancos. A estatística D-Cohen comprova que tal diferença é significativa e relevante. Com base na correlação foi possível inferir que uma possível causa para tal diferença reside nos métodos adotados entre os modelos de análise do risco de crédito utilizados em tais entidades e o ambiente menos burocrático e mais flexível em que as factorings atuam. As contribuições obtidas com esta pesquisa permitem direcionar os usuários que buscam a antecipação de recebíveis como modalidade de crédito e diminuem um pouco a carência de estudos relacionados com as agências de fomento no Brasil, principalmente dentro de uma perspectiva empírica.

Palavras-chave


Bancos; Factoring; Fator ANFAC; D-Cohen.

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DOI: http://dx.doi.org/10.16930/2237-7662/rccc.v17n51.2554

Revista Catarinense da Ciência Contábil, Florianópolis, SC, Brasil. ISSN: 2237-7662


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