A estrutura de capital da micro e pequena empresa de Blumenau - DOI: http://dx.doi.org/10.16930/2237-7662/rccc.v4n10p71-88

Iara Regina dos Santos Parisotto, Roberto da Rosa

Resumo


O crescimento das micro e pequenas empresas na economia brasileira é indiscutível; um fator que preocupa, no entanto, é o alto nível de mortalidade dessas empresas. No ano de 2004, o SEBRAE apontou em pesquisa realizada, que 42% dos empresários responderam, como causas das dificuldades e razões para o fechamento das empresas, a falta de capital de giro. Tal fato motivou a realização dessa pesquisa, cujo objetivo foi de verificar como é formada a estrutura de capital da micro e pequena empresa blumenauense. Para atingir-se o objetivo proposto, foi realizada uma pesquisa descritiva, e os procedimentos foram: levantamento de dados, por meio de pesquisa de campo, bem como documental e bibliográfica. A amostra selecionada foi de 68 de um total de 76.258 micros e pequenas empresas blumenauenses (fonte: JUCESC, Florianópolis - SC), usando-se fórmula estatística de população finita, com 90% de confiança e 70% de desvio padrão. Os questionários foram aplicados pessoalmente. As conclusões foram que, na maioria das empresas pesquisadas, não  está presente a visão de estrutura de capital. Os empresários atuam de acordo com as possibilidades, no momento dos acontecimentos dos fatos, utilizando os recursos que têm com maior disponibilidade e facilidade de captação, o que nem sempre se mostra a melhor opção. As empresas pesquisadas mostram que os recursos de capital de giro são provenientes, em 46,7% dos casos, de capital de terceiros a uma taxa média de 3,4%, quando poderiam pagar para captar recursos para investimentos uma taxa média de 1,9%.

Palavras-chave


Estrutura de Capital; Despesas Financeiras; Micros e Pequenas Empresas.

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Revista Catarinense da Ciência Contábil, Florianópolis, SC, Brasil. ISSN: 2237-7662


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