O Exame de Suficiência na percepção dos alunos de Ciências Contábeis

Joelson Viscovini da Silva, Almir Rodrigues Durigon, Juliana Vitória Vieira Mattiello da Silva, Rubens dos Santos

Resumo


O Exame de Suficiência é definido pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) como prova de equalização destinada a comprovar a obtenção de conhecimentos médios, consoante aos conteúdos programáticos desenvolvidos nos cursos de bacharelado em Ciências Contábeis. Considerando esse contexto, este artigo objetiva identificar as percepções dos alunos sobre a realização do exame de suficiência. O estudo classifica-se em pesquisa exploratório-descritiva, dispondo de coleta de dados realizada por meio de um questionário aplicado pessoalmente pelos pesquisadores, contando com a participação de 188 alunos de graduação em Ciências Contábeis (cerca de 58,75% da população), de uma universidade pública do Estado de Mato Grosso, no ano de 2019. Os dados foram tratados com as seguintes técnicas estatísticas: estatística descritiva (média, mediana, frequência, máximo, mínimo e soma) e análise fatorial. Os resultados da pesquisa indicam que a importância e necessidade de aplicação do exame de suficiência para a profissão contábil é considerada a mais valorizada pelos discentes. Na análise fatorial, ficou evidente que valorização profissional tem maior peso nas percepções dos alunos (88,15%), seguido do ambiente acadêmico com 6,39%. Conclui-se que o Exame de Suficiência, na percepção dos alunos, é um instrumento que valoriza a profissão contábil, entretanto é necessário que os docentes discutam mais pontualmente sobre essa temática em sala de aula.

Palavras-chave


Exame; Suficiência; Perspectiva; Alunos; Contabilidade.

Texto completo:

PDF PDF (English) EPUB

Referências


Akerlof, G. A. (1978). The market for “lemons”: Quality uncertainty and the market mechanism. In Uncertainty in economics (pp. 235-251). Academic Press.

Barroso, D. V. (2018). Exame de Suficiência Profissional como indicador da Qualidade da Educação Contábil: Analisando as características das IES e seus índices de aprovação. Dissertação de mestrado, Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA, Brasil.

Becker, G. (1986). The public interest hypothesis revisited: A new test of Peltzman's theory of regulation. Public choice, 49(3), 223-234.

Bolt-Lee, C., & Foster, S. (2003). The core competency framework: A new element in the continuing call for accounting education change in the United States. Accounting Education, 12(1), 33-47.

Bugarim, M. C. C., Rodrigues, L. L., Pinho, J. C. C., & Machado, D. Q. (2014). Análise histórica dos resultados do exame de suficiência do conselho federal de contabilidade. Revista Contabilidade e Controladoria, 6(1).

Conselho Federal de Contabilidade (1999). Resolução CFC n. 853. Institui o Exame de Suficiência como requisito para obtenção de Registro Profissional em CRC. Brasília: CFC.

Conselho Federal de Contabilidade (2007). Caderno analítico do exame de suficiência: histórico dos resultados. Brasília: CFC.

Conselho Federal de Contabilidade (2015). Resolução CFC n. 1486. Regulamenta o Exame de Suficiência como requisito para obtenção de Registro Profissional em Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Brasília: CFC.

Corrar, L., Paulo, E., Dias Filho, J. M., & Rodrigues, A. (2011). Análise multivariada para os cursos de administração, ciências contábeis e economia.

Cox, C., & Foster, S. (1990). The costs and benefits of occupational regulation. Washington, DC: Bureau of Economics, Federal Trade Commission.

Fávero, L. P. L., Belfiore, P. P., Silva, F. L. D., & Chan, B. L. (2009). Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. Rio de Janeiro: Elsevier.

Figueiredo, A. E. S., Pederneiras, M. M. M., Saeger, M. M. D. M. T., Silva Filho, G. M. da, & Nascimento, D. J. do (2017). Exame de suficiência profissional na perspectiva de graduandos do Curso de Ciências Contábeis: Um estudo em uma instituição pública de Ensino Superior. Revista de Contabilidade Dom Alberto, 6(11), 156-177.

Galvão, N. (2016). Percepção dos contadores sobre o exame de suficiência do CFC. Revista Catarinense da Ciência Contábil, 15(45), 49-62.

Graddy, E. (1991). Toward a general theory of occupational regulation. Social science quarterly, 72(4), 676-695.

Grant, C. T., Ciccotello, C. S., & Dickie, M. (2002). Barriers to professional entry: how effective is the 150-hour rule? Journal of Accounting and Public Policy, 21(1), 71-93.

Hair Jr, J. F., Anderson, R. E., Tatham, R. L., & Black, W. C. (2009). Tradução: Adonai Schlup Sant ‘Anna e Anselmo Chaves Neto. Análise Multivariada de Dados, 5.

Hair, J., Babin, B., Money, A., & Samouel, P. (2005). Fundamentos de métodos de pesquisa em administração. Bookman Companhia Ed.

Lei nº 12.249 (2010). [...] altera os Decretos-Leis nº 9.295, de 27 de maio de 1946, 1040, e 21 de outubro de 1969 [...]. Brasilia, DF: Presidência da República.

Leland, H. E. (1979). Quacks, lemons, and licensing: A theory of minimum quality standards. Journal of political economy, 87(6), 1328-1346.

Madeira, G. J., Mendonça, K. F. C., & Abreu, S. M. (2003). A disciplina teoria da contabilidade nos exames de suficiência e provão. Contabilidade Vista & Revista, 14, 103-122.

Marconi, M. D. A., & Lakatos, E. M. (2010). Fundamentos de Metodologia Cientifica (7a ed.). Rio de Janeiro: Editora Atlas.

Miranda, C. D. S., Araújo, A. M. P. D., & Miranda, R. A. D. M. (2017). O exame de suficiência em contabilidade: uma avaliação sob a perspectiva dos pesquisadores. Revista Ambiente Contábil, 9 (2), 158-178.

Morikawa, M. (2018). Occupational licenses and labor market outcomes in Japan. Japan and the World Economy, 48, 45-56.

Maroco, J. (2003). Análise estatística: com utilização do SPSS.

Nogueira, D. R., Nova, S. P. D. C. C., & Carvalho, R. C. O. (2012). O bom professor na perspectiva da geração Y: uma análise sob a percepção dos discentes de Ciências Contábeis. Enfoque: reflexão contábil, 31(3), 37-52.

Pagliero, M. (2011). What is the objective of professional licensing? Evidence from the US market for lawyers. International journal of industrial organization, 29(4), 473-483.

Peltzman, S. (1976). Toward a more general theory of regulation. The Journal of Law and Economics, 19(2), 211-240.

Peterson, B. K., & Reider, B. P. (2002). Perceptions of computer-based testing: a focus on the CFM examination. Journal of Accounting Education, 20(4), 265-284.

Rabuske, E. (1995). Antropologia filosófica. Petrópolis: São Paulo: Vozes.

Santos, G. C., & Andrade, S. A. (2016). Exame de Suficiência sobre a Perspectiva dos Profissionais da Contabilidade que Tiveram Artigos Publicados em Revistas com Qualis B3. RAGC, 4(15).

Sprenger, K. B., Kronbauer, C. A., Silvestre, A. O., Azevedo, E. R., & Alves, T. W. (2018). Fatores explicativos dos índices de aprovação no exame de suficiência contábil. ConTexto, 18(38).

Stigler, G. J. (1971). The theory of economic regulation. The Bell journal of economics and management science, 3-21.

Souza, C. N. P., Barreto, T. V., & Gomes Filho, A. S. (2019). Percepção Docente sobre o Exame de Suficiência Contábil: Um Estudo em uma Instituição de Ensino Superior do Município de Icó, Ceará-Brasil. Id on Line Revista Multidisciplinar e de Psicologia, 13(43), 280-294.

Thornton, R. J., Timmons, E., & De Antonio, D. (2017). Licensure or license? prospects for occupational deregulation. Labor Law Journal, 68(1), 46-578.




DOI: http://dx.doi.org/10.16930/2237-766220202952

Revista Catarinense da Ciência Contábil, Florianópolis, SC, Brasil. ISSN: 2237-7662


Licença Creative Commons
Esta obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional